sábado, 21 de abril de 2007

maiakóviski

Na primeira noite, eles se aproximam
e colhem uma flor de nosso jardim
e não fazemos nada

Na segunda noite, já não escondem
pisam as flores matam nosso cão
e não dizemos nada

Até que um dia o mais frágil deles,
sozinho em nossa casa rouba-nos a lua
e conhecendo nosso medo
arranca-nos a voz da garganta

E porque não disse nada
já não podemos dizer nada

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