Não podemos desistir da política, por mais que nos pareça desanimador!!
Desistimos?
PARIS - Está em texto de Vinicius Abate, publicado ontem, uma das razões, provavelmente a principal, para a podridão política que assola o país. Diz o texto: "Os brasileiros se interessam mais por ciência do que por política. É o que revela pesquisa divulgada pelo Ministério da Ciência e Tecnologia. Quando estimulados a responder sobre o nível de interesse que têm sobre ciência, 41% disseram ter "muito interesse". Quando o assunto é política, o índice de pessoas que dizem ter "muito interesse" cai para 20%". Nada contra a ciência, claro. Tampouco chega a ser uma grande novidade o desinteresse pela política. O que espanta é, primeiro, o baixíssimo número dos que têm "muito interesse" pela política. Segundo, o fato de haver o dobro de interessados em ciência, ramo que sempre foi dito como árido (política pode ser sórdida, no Brasil, mas árida com certeza não é; ao contrário, está sempre grávida de emoções fortíssimas e indignações idem). Até entendo as razões do desinteresse. Mesmo quem, como eu, ganha a vida escrevendo sobre política, na maior parte das vezes, tem crescentes dificuldades para manter a concentração e, ainda por cima, não usar palavrões. O problema é que não há como fugir do fato de que política acaba sendo determinante. Determinante até para a ciência, ao menos no que toca à alocação de verbas, questão crucial em qualquer país. Logo, fugir da política equivale a fugir da vida, equivale a bancar o avestruz, enfiando a cabeça na terra para não ver a cavalgada de trambiques que passa por política no Brasil. Equivale a entregar a política a esse pessoal que fez dela caso de polícia. Admito que está muito difícil de convencer o cidadão sufocado a não desistir. Mas não custa lembrar que, se insistir pode não mudar nada, desistir com certeza é preservar a sujeira.
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