terça-feira, 13 de novembro de 2007

não custa pensar a respeito

licença-paternidade no Brasil também deve ser ampliada?
De 5 para 15 dias em casa, ou mais
A senadora Patrícia Saboya, autora do projeto que ampliou a licença-maternidade para seis meses, prepara uma proposta para elevar a licença-paternidade de 5 para 15 dias.

Resultado da enquete:Sim> 72%Não> 28%bebê”

ELEONORA MENICUCCI PROFª. DO DEPTO. DE MEDICINA PREVENTIVA DA UNIFESP
Sou a favor da ampliação da licença-paternidade por considerar que o filho não é responsabilidade da mulher apenas, independentemente de seu estado civil. A participação do pai desde o momento do nascimento rompe com a norma patriarcal de que quem cuida de filho é a mulher - o que acarreta uma tripla jornada e uma grande carga de estresse para as mães. Além disso, a participação do homem é fundamental para melhor desenvolvimento afetivo, psíquico e social da criança e para a saúde mental da mulher, que se encontra fragilizada no momento do parto. Em caso de adoção, também é importante o envolvimento de ambos para uma boa construção da subjetividade do bebê. Penso, ainda, que 15 dias são insuficientes e o ideal seria, no mínimo, um mês. Claro que arcar com duas licenças representa um custo social grande para empresas e Estado, mas, no longo prazo, representa a diminuição de seqüelas psicossociais para a criança e um retorno social muito importante. Se quisermos mudar as relações de gênero em nossa sociedade e melhorar as relações entre pais e filhos, é necessário que se comece desde o início.

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