quarta-feira, 14 de novembro de 2007

complementando a notícia - uso de cobaias

O uso de animais em pesquisas científicas deve ser proibido?

Cientistas ficaram alvoroçados com a publicação, no Diário Oficial do Rio de Janeiro, de um projeto de lei do vereador Cláudio Cavalcanti, sancionado pelo prefeito Cesar Maia, que prevê punições para quem maltratar ou mutilar animais. Uma sucessão de erros fez chegar às mãos do prefeito uma versão do texto que não continha as emendas que isentavam as instituições de pesquisa dos efeitos da lei. O projeto voltou à Câmara dos Vereadores, que aprovou na quarta-feira a versão correta.
Resultado da enquete:

Sim 67%
Não 33%

O uso de animais na ciência é necessário e continuará sendo até que alternativas viáveis sejam desenvolvidas. Utilizamos o benefício desse uso no dia-a-dia sem percebermos. O simples fato de acordarmos saudáveis e protegidos de diversas doenças pode ser atribuído às vacinas desenvolvidas em animais. Produtos utilizados em consultórios dentários e hospitais foram testados em animais. Aqueles contrários ao uso de animais podem hoje tentar viver sem utilizar desses benefícios, mas não têm o direito de impedir o restante da sociedade de usufruir disso. Seria como impedir o uso de carros e aviões por sua parcela de culpa no aquecimento global. Não podemos proibir a experimentação com animais. Mas podemos e devemos regular o uso e garantir que seu bem-estar seja preservado durante e após sua utilização. Para isto, é necessária a aprovação de uma lei que há 12 anos tramita no Congresso e exige que qualquer trabalho seja avaliado por uma comissão de ética que analisará a necessidade do experimento e as condições em que ele será realizado. >>“Técnicas que substituam o uso de animais devem ser desenvolvidas”LETÍCIA DANTASCOORD. DA SOC. MUNDIAL DE PROTEÇÃO AOS ANIMAIS (WSPA)A WSPA opõe-se a qualquer tipo de procedimento que cause sofrimento aos animais, a todos os experimentos que envolvam repetição desnecessária, à reutilização de animais e a quaisquer técnicas para as quais tenham sido desenvolvidas alternativas humanitárias satisfatórias. Também somos contra experimentos para fins cientificamente triviais ou para testes de substâncias não-essenciais à saúde ou ao bem-estar dos animais ou humano (como cosméticos). Apoiamos a adoção de técnicas alternativas, a redução do número de animais utilizados e o refinamento dos procedimentos de forma a promover bem-estar animal. Os esforços dos laboratórios e centros de pesquisa devem se concentrar em desenvolver técnicas que reduzam o sofrimento e o número de animais envolvidos e, preferencialmente, substituam completamente o uso de animais vivos. É imprescindível que instituições que usam animais em pesquisas tenham um comitê de ética em experimentação animal para avaliar os projetos. Devem necessariamente fazer parte desses grupos representantes da área de bem-estar animal.

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