O jovem de hoje não é muito diferente do jovem da minha época. Uma das coisas de que mais nos acusavam era da falta de idealismo, acusação comum entre as duas gerações. Também tem o individualismo exacerbado decorrente do hiper-consumo infantil, superproteção e desinteresse pelo mundo em geral.
Confesso que isso nunca me abalou porque nunca me senti parte desse grupo, olhar para o outro solidariamente, entendendo as dificuldades da vida sempre fez parte do meu caráter.
Por isso,quando vejo essa nova geração, não a vejo com o mesmo ceticismo que muitos desses jovens demonstram quando indagados a respeito.
Uma coisa que eu percebo é que são mais infantis, porque tenho a impressão que a adolescência já está indo até os 30 anos, por outro lado são mais batalhadores, não têm medo do trabalho e são perfeccionistas. É claro que têm aqueles mais desligados, mas todos fazemos parte da massa humana.
É a geração que criou o invejável "ficar", só isso já merece nota. Quando eu era adolescente, bastava um beijinho e já tinha de namorar, nem que fosse uma semana. Eu achava isso ridículo, mas não tinha muito o que fazer, eram os costumes...
Mas o que eu mais admiro nessa turma é a imensa capacidade de afeto. É a geração que tirou de vez o compromisso do eu te amo e transformou-o em algo corriqueiro, todo mundo passou a amar todo mundo, o que é ótimo.
Descobrimos finalmente que o amor tem muitas formas e intensidades. Gostar nem sempre traduz a estima que queremos demosntrar.
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